domingo, 30 de março de 2008

"´Hoje É Dia de Maria´ mostra TV arte",

O cenário, que lembra pinturas de Portinari, é uma das grandes inovações de produção. Obra da diretora de arte Lia Renha, é um domo que criou várias possibilidades de iluminação e ângulos. A noção de profundidade quando Maria saiu estrada afora em busca de suas franjas do mar, seria impossível em ângulos retos. As paisagens desenhadas para a minissérie e os bonecos construídos e manejados pelos artistas do grupo mineiro Giramundo tornaram o ambiente onírico, como que saído de um sonho.Copyright O Estado de S. Paulo, 13/1/05

O cenário foi montado no domo (bolha do palco principal) do Rock in Rio, que foi transportado para o Projac, idéia da diretora de arte Lia Renha. Com isso, o pintor de arte Clécio Régis e o cenógrafo João Irenio tiveram ao seu dispor um painel de 360º para trabalhar. O simples fato do cenário não ter cantos muda muita coisa na hora da produção. Os fundos de cenas pintados lembravam os famosos clássicos de Hollywood.

O trabalho de iluminação, a cargo de José Tadeu Ribeiro, foi feito com maestria e teve muita importância para contar a história, como o sol escaldante numa longa seqüência onde Maria atravessa a aridez do sertão. Tudo é amarelo, quente, árido. O figurino criado por Luciana Buarque também cumpriu muito bem seu papel dando um ar de feito à mão. A maquiagem, no comando de Vavá Torres, foi detalhista e precisa ajudando na caracterização dos atores. Iluminação, figurino e maquiagem trabalhando em sintonia, mais um ponto alto na produção.





quinta-feira, 27 de março de 2008

A importância da cenografia



Pretende ser compreendido por todos, da mesma maneira, em qualquer parte do mundo. Na verdade, o que para um pode ser uma expressão cenográfica sublime, poderá parecer bastante desagradável para outro. Um cenógrafo, usando material velho, poderá nos deixar sem fôlego com seu trabalho. O mesmo cenário, que nos fascina, a outro pode parecer um amontoado de lixo. Como qualquer atividade artística, a cenografia revela, através do material e das formas que usa, um conjunto de emoções e de idéias relativas e pessoais.

Texto completo em: http://www.unirio.br/opercevejoonline/7/artigos/1/artigo1.htm

Sobre a apresentação do Teatro Mágico

O circo moderno d´O Teatro Mágico

Angélica Paulo, Agência JB

- Música, teatro, circo, poesia, sarau, reunião de amigos, interatividade. Quem pensa que reunir tudo isso num mesmo local requer um grande aparato técnico e um sem-número de pessoas, ao mesmo tempo errou e acertou. Errou, porque os elementos descritos anteriormente só requerem um pequeno palco, um teto, um trapézio e alguns instrumentos musicais. E acertou, porque o número de pessoas envolvidas é realmente grande, mais de 20, das mais diversas origens, gostos e especialidades. Tudo isso numa bagunça organizada que atende pelo nome de O Teatro Mágico.

A trupe (como eles mesmos preferem se auto-denominar) comandada pelo músico paulista Fernando Anitelli e que é formado por 13 pessoas, incluindo músicos e artistas circenses, representa bem o conceito de tudo-misturado-de-forma-organizada. Reúne elementos de circo, teatro, música e poesia, numa babel de estilos harmonicamente sintonizados.

Anitelli funciona como uma espécie de maestro, coordenando o espetáculo para que tudo saia perfeito. E, apesar dos elementos cênicos variarem entre simples brinquedos de pelúcia, tecidos, bolhas de sabão e malabares, nas grandes apresentações há espaço também para um piano de cauda – tocado por Fernando Anitelli – além de trapézios. Enquanto, no palco, os músicos executam melodias que já caíram no gosto dos extasiados fãs, a metade circense do Teatro evolui pelos ares, deixando a platéia um pouco tonta, sem saber para onde olhar.

Mas quem acha que esse conceito de banda+teatro+circo é algo inovador, engana-se. Livremente inspirado na Comédia Dell'Arte, forma teatral desenvolvida na Itália do século XVI e que se caracterizava pela mistura de vários elementos cênicos como música, poesia, dança e muito improviso, além da utilização de máscaras, O Teatro Mágico não é o único se inspirar nesse tipo de movimento artístico. Bandas como O Cordel do Fogo Encantado, Mombojó e Móveis Coloniais de Aracaju também fazem da mistura sua marca. A grande diferença é que enquanto os dois últimos primam pela união de ritmos rebuscados, o TM faz justamente o contrário, optando por melodias ricas e simples, deixando que as apresentações teatrais-circenses sejam o diferencial em suas apresentações.

Caracterizados como palhaços (um dos principais passatempos dos fãs é tentar adivinhar como são os artistas sem maquiagem), a trupe optou por trilhar o caminho inverso da grande maioria dos artistas. Se hoje, com o declínio da indústria fonográfica, cantores e bandas preferem deixar a segurança (e a falta de liberdade) das gravadoras, depois de anos de contrato, e lançar seus CDs por selos independentes, como é o caso de Paulinho Moska, Djavan, Luciana Mello, entre outros, o Teatro foi mais fundo.

Seu primeiro – e até agora único – trabalho, “Entrada para Raros” foi lançado sem ter nem mesmo um selo e, além disso, totalmente disponibilizado para download em seu site na internet (www.oteatromagico.mus.br). Para muitos pode ser uma atitude exagerada levantar esse tipo de bandeira, mas a estratégia deu certo. Totalmente no boca-a-boca, o CD já vendeu nada mais, nada menos do que 40 mil cópias. Possuem ainda comunidades no orkut, onde 120 mil fãs comprovam a popularidade de Anitelli e cia.

No início da vida artística, há mais ou menos quatro anos, eram apenas um grupo de amigos de Osasco que fazia shows em casas do circuito alternativo de São Paulo e adjacências. Hoje, a terra da garoa já deixou de ser a única a presenciar os espetáculos e vê seus filhos famosos se apresentarem para milhares, em diversos estados do país.

Ao Rio vieram quatro vezes, sendo a última apresentação no Circo Voador, onde conseguiram o que muitos artistas veteranos almejam sem sucesso: atrair duas mil pessoas, muitas delas caracterizadas como palhaços, que consomem os produtos da grife TM (camisetas, maquiagens e apetrechos circenses, CDs E DVDs), transfomando a trupe numa febre que atrai caravanas de outros estados, além de transformar meros desconhecidos em amigos de infância.

É o caso de Pedro Santos Nepomuceno, 17 anos, que conheceu os integrantes d´O Teatro Mágico através da irmã, Alessandra, de 22 anos, e se encantou. Fuçou na internet, descobriu diversas comunidades no orkut e ali fez amigos dos mais diversos. Aventureiro, resolveu conferir o show da trupe em São Paulo, mesmo sem conhecer ninguém no local, a não ser os amigos virtuais. Hospedou-se na casa de um deles, seu xará Pedro de Almeida e foi adotado pela família do paulistano.

- Nunca pensei que isso pudesse acontecer. Ganhei um irmão e uma segunda família. É por isso que eu amo o TM. Eles conseguem unir música, poesia, teatro e ainda nos proporciona encontros maravilhosos, com pessoas incríveis – revela.

E pelo que demonstram Pedro e outros jovens e adultos fãs do profeta Anitelli, a febre do Teatro Mágico só tende a aumentar. Se levarão à frente a bandeira de artistas independentes sem se deixarem seduzir pelos atrativos da grande indústria, só o tempo dirá. Enquanto isso, camarada, é ouvir e se deixar levar por estes palhaços modernos. Senhoras e senhores, o circo chegou!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Entrevista com Fernando Anitelli


Fernando Anitelli, vocalista e fundador da banda O Teatro Mágico, foi entrevistado pelo site ObaOba no final de 2006.

Abaixo, selecionamos um trecho da entrevista em que Fernando diz informações relevantes para a realização de nosso trabalho cenográfico.

!ObaOba: E essa idéia de mesclar música com poesia, foi uma idéia sua? Foi uma maneira diferente de chamar a atenção do público e fugir da mesmice que assola a cena musical?
Fernando: A idéia nunca foi chamar a atenção do público. Sempre foi amplificar as coisas que aconteciam no sarau. E um sarau é uma coisa fantástica. Tem alguns por aí que realmente parecem muito mais um show de calouros do que realmente um encontro poético, onde todos participam e compartilham as idéias. E foi isso que eu consegui fazer no Teatro Mágico, misturar a poesia e a musicalidade com o teatro e o circo.

!ObaOba: Então o grande intuito de criar o Teatro Mágico, foi o de divulgar a arte e não apenas atingir o público.
Fernando: O Teatro Mágico nunca foi criado como um projeto para atingir determinado nicho de mercado. Ele sempre foi uma expressão, e quis existir, talvez não fosse comigo ou com ninguém da trupe, mas alguém iria criar a trupe nesse planeta e fazer o que a gente está fazendo. Senti necessidade de trazer isso à tona, então, por isso, ele acontece desse jeito. Tem muita da simplicidade, tinta branca na cara, retalho, coisa que vem do folclore brasileiro e de festas populares. Dentro desse contexto que surgiu o grupo.

Para ler a entrevista completa, acesse:
http://www.obaoba.com.br/noticias/entrevistas_detalhes.asp?ID=16000

Um pouco mais de Teatro Mágico



Essa matéria saiu na Revista In SP, pra conhecer um pouco mais do Teatro Mágico

Tudo numa coisa só

Unir os diversos tipos de arte e transfornar o Brasil em um sarau amplificado estão entre os objetivos do Teatro Mágico, projeto que completou quatro anos. Os versos das canções dessa trupe são inusitados, a exemplo do título desta matéria

Apesar do som não tocar nas rádios comerciais, do cd e do dvd não serem vendidos em grandes magazines e dos shows não se realizarem em famosas casas de espetáculos, é fácil encontrar jovens que circulam pelas ruas, seja da capital ou de outros Estados, com camisetas onde se lê “amanheça brilhando mais forte”, “só para raros”, “os opostos se distraem e os dispostos se atraem” ou “só enquanto eu respirar vou me lembrar de você”, frases das músicas do primeiro disco do projeto que virou fenômeno no cenário musical alternativo brasileiro, O Teatro Mágico.

Ao som da mensagem “Senhoras e senhores, respeitável público pagão, bem-vindos ao Teatro Mágico, sintam-se à vontade” e um jogo de luzes e imagens que clareia o palco surge, segundos depois, uma trupe de palhaços propondo ao público, que chega às apresentações muitas vezes igualmente caracterizado, usando, por exemplo, narizes vermelhos, que liberem-se de quaisquer estigmas e mergulhem no universo de um enorme sarau, que mistura poesia, artes circenses, música e teatro. À frente do grupo está o músico e compositor Fernando Anitelli, que apresenta o trabalho. Natural de Presidente Prudente, mas criado em Osasco, Anitelli, 33, idealizou o grupo quando estava nos EUA. Foi nesta circunstância, quando leu o livro “O Lobo da Estepe”, de Herman Hesse, que ‘abocanhou’ a idéia do título do primeiro cd, “Entrada para Raros”. “Nosso esforço é independente; trabalhei um ano sozinho para concretizar esta primeira parte de três a que o Teatro Mágico se propõe, porque a idéia é seguir a tendência de que muitas coisas que se vê nas artes vêm em trilogia, e eu busco essa conotação, essa idéia de seqüência, ligação e amadurecimento. Fazer arte em nosso País é uma ‘guerra’ constante, ainda mais independente. Produzir, ensaiar, divulgar... é um trabalho árduo, mas nunca podemos esquecer de fazer uma reciclagem natural, para que dessas misturas saiam mensagens interessantes; essa é a nossa proposta”, diz o músico.

E os números evidenciam o positivismo desse contexto. O grupo já contabiliza 70 mil cópias vendidas do cd (angariados a R$ 5 cada na loja própria do grupo, onde também são encontrados o dvd, as camisetas e os adesivos); 120 mil visitas diárias ao site; 75 mil participantes na comunidade oficial no Orkut; 5 mil pessoas no show de comemoração dos quatro anos de sucesso e um público recorde de 40 mil pessoas no show da Virada Cultural, em São Paulo. “Ali chorei barbaridade, foi a vitória da arte independente”, completa Anitelli. Além disso, o Teatro Mágico recebeu o título de melhor show nacional de 2007, eleito pelo Guia da Folha de São Paulo.

Pirataria saudável

Anitelli atribui ao boca-a-boca e à difusão da internet o sucesso do grupo, inclusive defendendo o que ele intitula de ‘pirataria saudável’. “Durante mais de 20 anos o artista ficou dependente de rádios, gravadoras, contratos, conchavos, jabás... chega disso! Com o avanço da tecnologia nós temos uma ferramenta fantástica que é a internet, capaz de fazer escoar para o mundo uma cultura. Por meio de blogs, fotologs, faculdades e centros culturais cria-se um circuito alternativo paralelo ao que é feito por essas gravadoras, e as pessoas podem conhecer uma nova arte. Assim conquistamos um público e também vendemos o cd a um preço acessível.

Agora, se a pessoa não tem R$ 5 para comprar, pode piratear, é uma pirataria saudável, inteligente, copiar para ter acesso à informação, porque quem tem informação tem poder e não fica à mercê do mundo”, afirma o compositor, que completa: “Quem nunca teve a sua fita K7 com as músicas que gostava e copiava dos outros? Acontece que hoje a tecnologia evoluiu de tal maneira que você consegue gravar as músicas do artista que gosta com uma qualidade muito boa. O erro está em regravar para revender, para consumir não!”. As músicas da trupe estão disponíveis para download no site www.otea tromagico.mus.br.

O grupo conta atualmente com nove músicos, quatro artistas circenses e Anitelli. O segundo cd, intitulado “Segundo Ato”, sai este ano, quem sabe ainda no primeiro semestre, e a ansiedade toma conta dos fãs, que podem esperar para daqui aproximadamente dois anos o terceiro e, provavelmente, último. Mas o clima não é, nem deve ser, de despedida, pois um retorno não é descartado. “Música é atemporal, ela não acaba, se transforma. É certo que quando uma canção é lançada ela nos toca de uma maneira, e depois de outras, pois rememoramos. É isso que queremos com o TM, que a mensagem marque e transforme o pensamento das pessoas em relação à arte”, finaliza Anitelli.

Músicas - O Teatro Mágico



No link abaixo pode-se ouvir o CD inteiro da banda O Teatro Mágico, sem a necessidade de baixar as músicas. Há também imagens do grupo.

É interessante conhecer as músicas pois o próprio estilo sonoro da banda deve ser contextualizado na criação do cenário.

Além disso, a musicalidade é bem agradável.

Portanto, ouçam! Mesmo para apenas conhecer as músicas da banda.

http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/oteatromagico

Criado para seduzir

Achei um texto, que de uma certa forma é bom para todos os projetos da disciplina, apesar de ter um fono publicitário, mas vale a pena.


Criado para seduzir

Como a cenografia pode ajudar a reforçar a imagem da marca

Com a maior valorização dos eventos entre as ações de fortalecimento de marca, promoção e divulgação de produtos e serviços, aumenta também a importância dos cenários para o marketing e o meio publicitário. É que são eles que dão o toque lúdico aos eventos e, discreta ou sugestivamente, reforçam a imagem da marca. Com tanto destaque no mercado, cresce também o número de empresas especializadas na produção desses ambientes. Um trabalho detalhista que exige senso estético apurado, informações precisas sobre o perfil dos convidados e muita experiência para saber conciliar a relação custo/benefício, pois em momentos de descontração, diversão e informalidade as pessoas se tornam mais receptivas a qualquer mensagem que lhes é transmitida.

Veja a matéria completa em
www.netpropaganda.com.br/materia/index.php?id=212